A simples proximidade da data em que embarco para o Brasil me dá bons calafrios na barriga. Não há nada como o lar, mesmo.
Morar fora do país é uma experiência fantástica, nos faz ver o quanto o mundo é grande em diferenças e semelhanças, o quanto as pessoas precisam da gente e nos ensinam. Quando mudei pra cá, não pensava em voltar. Dizia a muitos que jamais voltaria, apenas se fosse a passeio.
Mas o mundo gira, a vida dá voltas, e fico eu a pensar que não pertenço aos Estados Unidos, sou muito sangue quente pra isso. E que por mais problemas que temos no Brasil, ainda é minha terra mãe, e tendemos a ser mais flexíveis com os defeitos daquilo que amamos, com quem temos uma ligação sentimental forte.
É muito mais fácil colocar defeitos na mãe dos outros, sempre. Fria, capitalista, egocêntrica... e vem um filho e diz: mas minha casa funciona melhor que a sua!
E eu penso, é... mas e daí? A dele é limpinha, rica, organizada... mas à minha convido a todos e os recebo com alegria, sirvo comes e bebes e não me preocupo com o chão, coloco música e saio dançando.
Na minha casa bagunçada e caótica chamada Brasil, me divirto muito mais...